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Carta de Salvador


DIRETORIA BIÊNIO 2016/2018 


Salvador, 31 de agosto de 2018

A Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR) vem por intermédio desta carta aberta, se posicionar sobre o uso da toxina botulínica e de seu pagamento realizado pelas operadoras de saúde, através de seu departamento de Defesa Profissional.
Este movimento surgiu por intensa solicitação dos membros da ABMFR a respeito das diferentes padronizações de organização, auditoria e pagamento do tratamento da espasticidade por bloqueios botulínicos por meio das operadoras de saúde nacional. Foram repassadas à defesa profissional estas questões que impactam negativamente na vida de nossos associados por permitir o reembolso e pagamento diferentes em um mesmo Estado ou Cidade.

Após período prévio de discussão observou-se que muitas destas falhas acontecem pelo baixo conhecimento que alguns auditores médicos das operadoras de saúde têm sobre o tratamento da espasticidade e mesmo do uso terapêutico da toxina botulínica, assim como sobre a participação do médico Fisiatra neste contexto.
Assim a ABMFR, criou um Grupo de Trabalho para discutir como poderíamos enfrentar estas dificuldades, dividindo informações sobre a realidade praticada em diversas áreas do Brasil na cobertura do bloqueio botulínico para espasticidade, e que pudesse auxiliar tanto os nossos colegas de como deveriam proceder através de formas justas e éticas junto às operadoras, como os auditores médicos destas para que pudessem entender o tratamento da espasticidade com a toxina botulínica e assim pudessem valorizar o procedimento de forma mais justa e homogênea.
Para constituir este grupo de trabalho foi enviado convite eletrônico ao grupo de associados da ABMFR, que tivessem experiência no uso do tratamento da Toxina botulínica no mercado privado, experiência no contato com as operadoras de saúde de sua área e disposição para discutir estas temáticas. Um grupo de 116 colegas aderiu a estas questões e destes 30 se reuniram presencialmente na cidade de Salvador da Bahia, durante o XXVI Congresso Brasileiro da ABMFR, em 31 de agosto de 2018.
Após as discussões deste dia ficou determinado pelos participantes a requisição de auxílio à ABMFR para criar um grupo de discussão permanente, além de outros importantes tópicos como fornecer base científica aos associados e aos auditores médicos sobre como ocorre o uso terapêutico da toxina botulínica no tratamento da espasticidade, definir quais materiais podem ser usados no procedimento, definir o papel e o uso das técnicas de auxílio da infiltração (ecografia, eletroneuromiografia, Estimulação elétrica, etc...), e futuramente discutir e definir termos presentes na CBHPM de hoje que geram dúvidas em auditores e entre os colegas médicos, como por exemplo a definição de “segmento” a ser tratado.
Assim, como proposta imediata, determinou-se o lançamento desta carta aberta para o conhecimento de todos os envolvidos dos projetos deste grupo de trabalho entre o Brasil.
As primeiras iniciativas deste grupo serão o fornecimento de dados atuais para que os colegas associados possam discutir em seus núcleos com o apoio institucional da ABMFR, padronizar aulas para auditores médicos quando solicitados, e construir uma cartilha de orientação para os associados e os médicos auditores das operadoras de saúde suplementar.

Subscrevemos todos abaixo:
Eduardo de Melo Carvalho Rocha – SP
Maria Matilde de Mello Sposito – SP
Ana Paula Coutinho Fonseca – MG
Ligia Maria Perucci Cattai – PR
Erika Magalhães Suzigan – SP
Carlos Alberto Issa Musse – RS
Lourival Machado de Oliveira Gomes – GO
André Silva Pedroso – SP
Ronaldo Issashi Furuta – MS
Ana Cristina Ferreira Garcia Amorim – GO
Nair Helena Cerri Hebling - SP

Atenciosamente,

 

Dr. Marcelo Riberto
Presidente da ABMFR Biênio 2016-2018

 

 

 

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