Dor neuropática

A dor neuropática é um tipo de dor crônica que acontece quando há algum problema ou lesão nos nervos ou no sistema nervoso. Diferentemente da dor comum (como aquela causada por um machucado ou inflamação), a dor neuropática não é provocada por um dano ao corpo, uma pancada, mas sim por um "defeito" na forma como o corpo transmite os sinais de dor ao cérebro, ou seja, é causada pelo próprio sistema nervoso, mesmo que não exista um estímulo real.

Como é a dor neuropática?

Quem tem dor neuropática costuma citar como sintomas:

•             queimação constante

•             choques elétricos repentinos

•             formigamento ou dormência

•             pontadas ou agulhadas

•             sensação de frio ou calor doloroso

•             hiperestesia (sensação exagerada à dor ou ao toque leve)

Essa dor pode acontecer mesmo em repouso ou com toques leves, como o simples roçar da roupa na pele.

Estima-se que entre 7% e 10% da população brasileira tenha algum tipo de dor neuropática, ou seja, são ao menos 15 milhões de pessoas. Com o envelhecimento, a possibilidade de a pessoa ter esta dor aumenta, pois várias doenças desta faixa etária causam essa dor como, por exemplo diabetes, AVC, esclerose múltipla, lesões na medula espinhal e herpes-zóster (a famosa “cobreiro”).

A dor neuropática pode atingir qualquer pessoa, mas sua incidência é maior a partir dos 50 anos, mais em mulheres do que homens e com menor acesso a cuidados médicos, que têm doenças crônicas mal controladas ou que exercem trabalhos com risco de lesão, como trabalhadores manuais e da indústria.

O que diferencia a dor neuropática de outras dores?

Enquanto a dor comum (também chamada nociceptiva) aparece por inflamação, fratura ou pancada, a dor neuropática acontece mesmo quando não há uma lesão aparente. A principal diferença está na forma como é percebida: a dor neuropática é persistente, muitas vezes difícil de descrever, e responde pouco a analgésicos comuns como dipirona ou paracetamol.

O médico fisiatra é o especialista em tratar quem tem dor neuropática

O médico fisiatra é o especialista em reabilitação física e controle da dor, portanto, tem papel fundamental no diagnóstico e tratamento da dor neuropática. Ele avalia todo o funcionamento neurológico e muscular do paciente, identifica os sinais específicos da dor neuropática e propõe um plano de tratamento que pode incluir:

•             medicamentos específicos para dor neuropática (como anticonvulsivantes e antidepressivos)

•             bloqueios anestésicos ou neuromodulação

•             fisioterapia e reabilitação funcional

•             técnicas de estimulação elétrica ou exercícios personalizados

•             apoio psicológico, quando necessário.

Dá para prevenir a dor neuropática?

Nem sempre é possível prevenir, mas algumas atitudes ajudam a reduzir o risco:

•             controlar doenças crônicas, como o diabetes

•             vacinar-se contra o herpes-zóster, especialmente após os 50 anos

•             evitar o consumo excessivo de álcool, que pode lesar os nervos

•             cuidar da postura e evitar sobrecarga física que pode causar lesões na coluna ou nos nervos

•             buscar ajuda médica precoce após traumas ou cirurgias

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