O papel do médico fisiatra na reabilitação da pessoa com paralisia cerebral

A paralisia cerebral é uma condição que acomete dois ou três bebês a cada mil nascidos, o que resulta em milhares de novos casos todos os anos.

A paralisia cerebral é causada por uma lesão no cérebro em desenvolvimento, geralmente ocorrida durante a gestação, no parto ou nos primeiros anos de vida. Essa lesão é permanente, mas não é progressiva, o que significa que não piora com o tempo, embora os sintomas possam se modificar ao longo da vida.

O médico fisiatra Leonardo Honorato Cheng, diretor da ABMFR, explica que as causas mais frequentes da paralisia cerebral incluem complicações durante a gestação, como infecções, falta de oxigenação adequada para o bebê, prematuridade e baixo peso ao nascer. Acidentes vasculares cerebrais perinatais e traumas também podem estar relacionados.

Os sintomas variam bastante de pessoa para pessoa, mas envolvem principalmente dificuldades motoras. É comum que haja rigidez ou flacidez muscular, dificuldade de coordenação, alterações no equilíbrio, movimentos involuntários e, em alguns casos, comprometimento da fala, da visão e da audição.

O fisiatra tem um papel muito importante no cuidado e tratamento das pessoas com paralisia para ajudá-las a lidar com suas limitações físicas e a encontrarem caminhos para ter mais independência e qualidade de vida. 

O médico fisiatra acolhe e acompanha de perto o paciente e seus familiares, orientando sobre os melhores tratamentos, indicando órteses e equipamentos que podem facilitar o dia a dia e coordenando o trabalho de outros profissionais, como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

Mais do que tratar os sintomas, o fisiatra ajuda a abrir portas: ele trabalha para que a criança ou o adulto com paralisia cerebral tenha mais autonomia, possa brincar, estudar, trabalhar e participar da vida em sociedade. A reabilitação conduzida pelo fisiatra não se limita ao consultório, ela representa a chance real de inclusão, de desenvolvimento das capacidades e de mostrar ao mundo que a paralisia cerebral não define quem a pessoa é.

Nosso objetivo é ajudar o paciente a desenvolver ao máximo sua independência, diminuir complicações secundárias e facilitar a sua inclusão na escola, no trabalho e na vida social. A paralisia cerebral não define quem a pessoa é. Com tratamento adequado e acompanhamento contínuo, é possível alcançar um nível elevado de autonomia e participação na sociedade.

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