Dor no climatério não é destino e pode ser tratada pelo médico fisiatra

Cerca de 17 milhões de brasileiras estão hoje no climatério, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, fase da vida em que as dores aumentam e persistem nas articulações, coluna, músculos e ossos. Embora essas condições sejam comuns, elas não devem ser encaradas como consequências inevitáveis do envelhecimento ou da menopausa. Dor persistente tem tratamento e deve ser investigada.

As mulheres com mais de 45 anos que vivem o climatério têm no médico fisiatra o aliado para ajudá-la. Ele é o especialista em Medicina Física e Reabilitação, capacitado para diagnosticar a origem da dor, avaliar seu impacto sobre a funcionalidade e elaborar um plano terapêutico individualizado.

Mas antes, é importante entender por que as dores aumentam no climatério. Isso ocorre porque a redução dos níveis de estrogênio, o principal hormônio sexual feminino, durante a menopausa provoca alterações importantes no organismo. Além das ondas de calor e das mudanças de humor, a queda hormonal favorece a perda de massa muscular, diminui a proteção das articulações e acelera a perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose. 

Muitas mulheres então passam a sentir dores nas mãos, joelhos, quadris, ombros e coluna, além de rigidez ao acordar e dificuldade para realizar atividades simples do dia a dia.

Outro problema frequente é a dor lombar, uma das principais causas de incapacidade no mundo. Associada ao sedentarismo, à perda de força muscular e às alterações posturais, a dor lombar pode limitar o trabalho, a prática de exercícios físicos e até o convívio social.

Embora essas condições sejam comuns, elas não devem ser encaradas como consequências inevitáveis do envelhecimento ou da menopausa. Dor persistente tem tratamento e deve ser investigada.

Diferentemente de uma abordagem centrada apenas no sintoma, o médico fisiatra busca restaurar a capacidade funcional e permitir que a paciente retome suas atividades com segurança e independência.

O tratamento pode incluir programas personalizados de exercícios terapêuticos, fortalecimento muscular, treinamento de equilíbrio e flexibilidade, orientação postural, prescrição de órteses quando indicadas, terapias físicas, infiltrações e outros procedimentos intervencionistas para controle da dor, além da coordenação de uma equipe multiprofissional formada por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas e outros especialistas.

A mulher não precisa conviver com a dor como se ela fosse uma consequência natural da idade ou da menopausa. 

Com diagnóstico correto e reabilitação adequada, é possível controlar os sintomas, recuperar a funcionalidade e manter uma vida ativa e independente.

Comentarios

Tags

Destaque

Seja um

Associado

Seja um Associado da ABMFR e além de contribuir para o fortalecimento da sua especialidade no Brasil tenha acesso a benefícios exclusivos

Compromisso

ABMFR

Oferecer aos médicos fisiatras meios para desenvolverem-se na prestação de atendimento à saúde da pessoa com deficiência e dor crônica, seja por meio de intervenções diagnósticas, terapêuticas ou avaliações periciais e laudos.