Médico fisiatra tem atuação importante na reabilitação das pessoas com deficiência

21 de setembro é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, quando o Brasil volta sua atenção para uma população que reúne 18,6 milhões de pessoas com 2 anos ou mais de idade, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2022, do IBGE. Esse contingente representa 8,9% da população brasileira nessa faixa etária.
Entre os brasileiros com deficiência em idade de trabalhar, 17,5 milhões tinham 14 anos ou mais em 2022. Entretanto, apenas 5,1 milhões estavam na força de trabalho, enquanto 12,4 milhões estavam fora dela. A taxa de participação foi de 29,2%, menos da metade da observada entre pessoas sem deficiência, de 66,4%. 
Reabilitação é parte fundamental do cuidado
Garantir o direito à assistência significa também possibilitar que a pessoa desenvolva ou recupere o máximo possível de sua capacidade funcional.
É nesse contexto que o médico fisiatra, especialista em Medicina Física e Reabilitação, exerce papel fundamental.
O fisiatra avalia a pessoa de maneira global, identificando como uma doença, lesão ou deficiência interfere em sua mobilidade, força, equilíbrio, coordenação, comunicação, capacidade de realizar atividades cotidianas e participação social.
O objetivo não é apenas tratar uma doença ou uma lesão, mas compreender o que aquela pessoa consegue fazer, quais são suas limitações e quais estratégias podem ampliar sua independência e qualidade de vida.
Dependendo de cada caso, o tratamento pode envolver exercícios terapêuticos, fortalecimento muscular, treinamento de marcha e equilíbrio, controle da dor, prescrição de órteses e próteses, tecnologias assistivas, procedimentos intervencionistas e outras estratégias de reabilitação.
O fisiatra também pode coordenar o trabalho de uma equipe multiprofissional formada, entre outros, por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e educadores físicos.
As pessoas com deficiência não formam um grupo homogêneo. Existem diferentes tipos e graus de deficiência e diferentes necessidades de cuidado, acessibilidade e participação social.
Os dados do IBGE mostram ainda uma forte relação entre deficiência e envelhecimento: 47,2% das pessoas com deficiência tinham 60 anos ou mais em 2022, enquanto entre as pessoas sem deficiência essa proporção era de 12,5%. 
Para o presidente da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR), Dr. Celso Vilella Matos, a luta pelos direitos das pessoas com deficiência passa também pela garantia de acesso à reabilitação e às condições necessárias para que cada indivíduo possa exercer sua autonomia.
A ABMFR é parceira das pessoas com deficiência na busca por mais autonomia, funcionalidade e qualidade de vida. Nosso compromisso é contribuir para que essas pessoas tenham acesso à reabilitação adequada, aos recursos necessários para ampliar sua independência e, principalmente, tenham seus direitos respeitados e assegurados. A Medicina Física e Reabilitação trabalha para que a pessoa não seja definida pela sua deficiência, mas pelas suas possibilidades e pelo que pode alcançar com o cuidado adequado.
A ABMFR destaca que a reabilitação deve ser compreendida como parte essencial da atenção integral à saúde e como instrumento para ampliar a participação das pessoas com deficiência na família, na escola, no trabalho e na sociedade.

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