Uso prolongado de computador favorece dores no pescoço e nas costas que são tratadas pelo médico fisiatra

O uso prolongado de computadores e outros dispositivos eletrônicos faz parte da rotina de milhões de pessoas, mas permanecer muitas horas em posições estáticas, repetir movimentos continuamente e não fazer pausas pode contribuir para dores e problemas musculoesqueléticos.

Uma revisão sistemática publicada na revista científica Heliyon analisou 25 estudos sobre distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho entre usuários de computador, incluindo trabalhadores de bancos e escritórios. A prevalência variou de 33,8% a 95,3% nas populações estudadas. A região lombar, o pescoço, a parte superior das costas e os ombros estiveram entre as áreas mais afetadas. 

Acesse o estudo na revista Heliyon clicando no link:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10840111/?utm_source=chatgpt.com

Entre as queixas mais comuns estão dores cervicais, lombalgia, tensão nos ombros e desconforto na região torácica. Embora a postura e a permanência prolongada na mesma posição possam contribuir para os sintomas, a dor musculoesquelética tem causas variadas e deve ser avaliada individualmente.

O médico fisiatra, especialista em Medicina Física e Reabilitação, é o profissional que avalia as alterações musculoesqueléticas e conduz o plano de reabilitação de acordo com as necessidades de cada paciente. Sua abordagem vai além do local da dor: considera a mobilidade, a força muscular, a postura, a amplitude dos movimentos e as limitações nas atividades cotidianas, buscando identificar os fatores que contribuem para o problema.

A avaliação clínica permite definir as estratégias terapêuticas mais adequadas. O tratamento pode incluir exercícios terapêuticos, fortalecimento muscular, alongamentos, orientações para modificar padrões de movimento e medidas para controlar a dor. Quando indicados, medicamentos e procedimentos específicos também podem integrar o plano terapêutico.

O médico fisiatra acompanha a evolução do paciente e, quando necessário, articula o cuidado com outros profissionais de saúde, como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. O objetivo é reduzir a dor, recuperar a funcionalidade e prevenir novas limitações.

Algumas mudanças na rotina podem ajudar a reduzir a sobrecarga musculoesquelética. É recomendável alternar posições ao longo do expediente, levantar-se periodicamente e fazer pequenas pausas para movimentar o corpo. O monitor deve ficar aproximadamente na altura dos olhos, os pés precisam estar apoiados e os antebraços devem contar com suporte confortável, evitando a elevação constante dos ombros.

A prática regular de atividade física, com exercícios adequados à condição de cada pessoa, também contribui para preservar a força, a mobilidade e a capacidade funcional.

Se a dor persistir, piorar ou começar a limitar as atividades diárias, é importante procurar avaliação médica. O diagnóstico correto permite identificar as possíveis causas e definir o tratamento mais apropriado. Com avaliação individualizada e reabilitação orientada pelo médico fisiatra, é possível buscar o alívio dos sintomas, a recuperação dos movimentos e a melhoria da qualidade de vida.

Comentarios

Tags

Destaque

Seja um

Associado

Seja um Associado da ABMFR e além de contribuir para o fortalecimento da sua especialidade no Brasil tenha acesso a benefícios exclusivos

Compromisso

ABMFR

Oferecer aos médicos fisiatras meios para desenvolverem-se na prestação de atendimento à saúde da pessoa com deficiência e dor crônica, seja por meio de intervenções diagnósticas, terapêuticas ou avaliações periciais e laudos.